Início Artes e Cultura Teatro “Corpo Memória Desperdício”
Thursday 9th of September 2010
“Corpo Memória Desperdício” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Autor/Fonte: Teatro das Beiras   

teatro_das_beirasO Teatro das Beiras tem o prazer de acolher a instalação interactiva “Corpo Memória Desperdício”, criação da Quarta Parede – associação de artes performativas da Covilhã, de 25 de Fevereiro a 11 de Março de 2010, entre as 21:30 e as 23:30, no Café Concerto do Teatro das Beiras.

Corpo, Memória e Desperdício é uma instalação interactiva, um teatro de objectos por entre o qual fluem micro narrativas que o usuário tem que descobrir para criar a sua própria história: entre o caos de cabos – os seus neurónios – e os mapas.

Este projecto, do qual hoje mostramos um work in progress, surge de uma parceria estabelecida entre a Quarta Parede e o departamento de Comunicação e Artes da UBI, com o intento de criar uma equipa interdisciplinar que envolva os alunos do Mestrado em Design Multimédia com artistas e profissionais da multimédia, do teatro, da informática e da electrónica. Do confluir de todas estas disciplinas surge a magia da interactividade: as imagens e os sons despoletados por sensores que controlam os corpos, os desperdícios e, talvez, a nossa memória.

O projecto de instalação parte de uma reflexão sobre o Corpo e o Objecto, mais especificamente, sobre as relações que o indivíduo estabelece com os objectos e a forma como estas se traduzem em Desperdício e Memória.

Os objectos focados são de várias ordens, objectos meramente utilitários de uso quotidiano; objectos de consumo rápido e fácil, objectos que se guardam pelo seu valor afectivo e objectos infantis do passado e do presente.

O desperdício é aqui trabalhado no sentido do consumo, da acumulação e do desaproveitamento a que estão sujeitos a maior parte dos objectos. Através da presença física dos objectos, esta ideia de desperdício procura também apontar para como constróem os objectos uma memória do consumo em massa e como, ao patentearem o consumo, eles acabam por representar memórias e vivências que dizem respeito a cada indivíduo em particular.

O objecto comunica para além da sua função. Fala-nos da sua relação com o Mundo e connosco. Tem determinadas cores e formas que o aproximam ou distanciam de nós, de outros objectos e de outras paisagens. Quando se diz paisagem diz-se a porção de território que o nosso olhar consegue alcançar.

Em Corpo, Memória e Desperdício os objectos pretendem funcionar como paisagens. Paisagens pequenas, grandes ou secretas dependendo do alcance do nosso olhar. Micro paisagens com ligações que emergem narrativas que fluem pelo espaço, pelo chão, pela parede e pelos objectos pendurados, para confluir numa macro paisagem, uma narrativa infinita, a narrativa do corpo, da mente, da memória, do tanto desperdício que produz, hoje em dia, a nossa sociedade.

 

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